sexta-feira, 13 de outubro de 2017

THE ORANGE LETTER: UMA PALAVRA PARA UM ANO


Para um ano, uma palavra, e espelho tudo o que aqui publico: paixão. Se há palavra em que me repito, p-a-i-x-ã-o é a palavra. O blogue começa com a confissão de que sou apaixonada e, um ano depois – eu, que apaixonada me confesso – ainda aqui estou. Escrevo sobre Gastronomia, Cultura e Ciência enquanto palcos para uma paixão maior [O Porto. A minha cidade.] e, se não tenho carteira de jornalista mas sou jornalista de formação, o grosso das publicações que por aqui habitam alimentam esse monstro que é misto de curiosidade e sede profissional.
Um ano!, repito ainda incrédula para comigo mesma, porque fundei um blogue que é, afinal, uma espécie de casa com comida sobre a mesa e aqui, tantas vezes, recebo profissionais incríveis e pessoas excepcionais.
Mariana Leão (Amarelo Torrada), Bruno Lisboa, Maria Edite Martins (Maria Bôla), Tiago Gomes (Godmess), Manuel Sousa (Livraria Lello), Mariana a miserável, Nuno Freitas (Spirito Cupcakes & Coffee), Joana Pinheiro (Mercador Café), José António Roda, C’Marie, Marta Vilarinho de Freitas, Virgínia Bolos, Luísa Faria (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto), Filipe Granja (mynameisnotsem), Raquel Barbosa (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto), Ricardo Rodrigues (Esquina do Avesso, Terminal 4450, Sushiaria) e Pedro Braga (Mito): obrigada!
O blogue começa como um desafio, porque saber escrever não é saber escrever para este discurso – e público! – em particular, e porque aqui impera (o desconforto d’)a redacção autobiográfica, que tanto se distancia do registo do jornalismo. Fica por partilhar, por isso, este ano, muito do que acredito ainda vos dever.
Recolher e tratar informação é que é aqui a coisa séria: de contacto quase sempre auto-iniciado, as entrevistas são normativamente presenciais, e eu não tiro notas – não levo caderno de apontamentos – porque para entrevistas que são, na sua essência, conversas, a mim (só) me compete ouvir. Ao pescoço, a máquina fotográfica. Na mão, o gravador. A verdade, que é (quase) sempre relativa, escrevo-a ao reouvi-la, em casa, pela palavra do interlocutor, e não há entrevista que tenha sido publicada sem uma confirmação final.
Outras entrevistas houve que ficaram por publicar. Se é discurso que é só publicitário – desejabilidade social – e se do meu braço não se consegue despedir uma mão – assédio sexual – o conteúdo que me cedem eu não o aceito. Sim: aconteceu.
Um ano, e não celebramos incalculáveis publicações por semana, nem uma contínua lista (in)finita de patrocínios e do que mais não foi, mas celebramos, porque felizes – ainda aqui estamos! – e o começo, que é sempre o mais difícil, já passou.
Este ano as entrevistas continuam e as publicações de carácter autobiográfico – sob promessa de esforço de aumento – também. À novidade, o youtube para partilha de experiências gastronómicas e as receitas que, ainda que já por aqui, agora com nova roupagem.



Gosto tanto de vocês!
Obrigada.

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